13/09/2012

Reflito...



Faz quanto tempo exatamente que não me sinto profundamente livre para escrever?
Talvez prefira nem mensurar um tempo que não precisa voltar.
Porque tudo isso me calou e esse silêncio fez ressurgir o melhor de mim.
Cada suspiro, cada lágrima sentida no mais intenso do meu ser, serviu para me libertar do que pudesse por alguma razão manter-me aprisionada em uma lembrança.
Não há dúvida que era, é e será amor.
Por cada vez que meus olhos se fecham, cada vez que sinto o pulsar, mesmo que não me venha a mente.
Já não é o mesmo depois de ter passado por aqui.
Essa marca tornou-se parte do meu corpo, da minha alma.
Acredito, sincera e estupidamente, que não vá sair.
Parei de pensar no que você me fazia sentir e passei a perceber que precisava sentir por mim mesma.
Precisava viver.
Este viver não é abrir as portas e sair, todos o fazem e poucos destes realmente vivem.
Falo de arriscar-se, da entrega inocente a um sorriso, de buscar o que faz brilhar um olhar.
Reflito no que cada segundo pode oferecer.
O que pode me tornar um ser intenso e feliz.
Já não penso no que você deixou, mas no que encontrei.
A pureza de acreditar no amor e de não desistir porque um dia me permiti sofrer.

~ Brunna Paese ~

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