19/04/2010

Enfim, Ex-trainee


É pois é, o programa acabou, agora posso me considerar uma reles mortal. Muitas coisas aconteceram nesses 5 (que eram para ser 6) meses do programa de trainee, ou daquele que eu acreditei que fosse.
E essa é a experiência que quero contar aqui.
Amadurecimento, talvez seja essa a melhor definição para o que vivi durante esse tempo, desde o princípio.
No primeiro mês eu tinha em mente que iria passar no trainee da Natura, não passei e logo em seguida começaram as dúvidas e as incertezas, principalmente porque o programa da GVT era pra área de vendas e vender tem todo um processo que demanda muito mais habilidade do que conhecimento ou estratégia, além de muambas e outros produtos como lingerie e roupa de ginástica, minha experiência com vendas não era algo que eu pudesse me apaixonar.
Depois criou-se uma expectativa grande sobre o programa, estava aberta a novos conhecimentos e oportunidades, mas elas não aconteceram, quando entrei, pensei que seríamos preparados para assumir, futuramente, algum cargo de gerência ou algo assim. Ledo engano, o programa foi única e exclusivamente para nos tornar vendedores.
Ok! Tive que me conformar, ou melhor aceitar, porque sou e serei uma eterna inconformada!
Percebi que de nada adiantaria eu me lamentar pela escolha que fiz e como sempre faço, me entreguei de corpo e alma ao que estava vivendo. 
Quando começamos o On The Job, sugeri fazer um projeto na área que estávamos conhecendo, chamei a outra trainee aqui de Curitiba e começamos a criar um projeto de clima para as áreas em que passamos. Foi fantástico, primeiro porque ninguém esperava isso da gente e segundo porque aprendemos muito sobre pessoas e trabalho em equipe.
Mas a vida não é fazer projetos (ao menos o nosso) e comecei a tentar começar a tentar a vender!
O início foi crítico, a maior dificuldade que senti foi na hora de ligar pro cliente e convencer ele que ele precisava me ouvir. Não sei se devido a minha “profunda” experiência de 15 dias no telemarketing, ou alguma frescura qualquer, descobri que tenho muita dificuldade de falar com o cliente pelo telefone, porque eu sempre penso que estou atrapalhando, sei lá!
O tempo não pára e continuei tentando mesmo assim! Depois de ligar em uma empresa pedindo pra falar com a outra. Depois que liguei pra falar com o Ricardo da empresa X e acabei falando com o Ricardo da empresa Y (Sim, eu paguei esse mico), as coisas melhoraram. Descobri o lance da cara-de-pauzisse que faz toda a diferença nessa parte.
Nessa hora comecei a me empolgar, afinal, desafios sempre fizeram bem para mim. Competitiva ao último fiz minha primeira grande venda, de quase nada de reais (nem vou dizer o valor para ninguém se decepcionar), 20 dias depois do início do estágio em vendas. Foi uma vitória pessoal e assim tem sido.
O dia-a-dia é diferente, desafiador e muitas vezes desanimador, mas estou na luta e disposta a vencer. Algumas vezes apaixonada pela empresa outras vezes pela área comercial. Quem diria!
Ao programa, agradeço pela oportunidade e experiência, mas infelizmente eu quero ser trainee e por isso, estou de volta aos processos de seleção, com muito mais disposição e vontade do que no ano passado. Enquanto isso vou vendendo GVT e conhecendo novos clientes, que essa com certeza é a melhor parte de ser vendedor!

A GVT? Uma grande empresa que tem muito a crescer! Os 10 trainees selecionados? Pessoas maravilhosas que quero ter por perto sempre! A experiência? A melhor que tive até hoje, profissionalmente falando é claro!

Em resumo, basta dizer que não foi tão ruim assim que eu não tenha tirado grandes lições e vivências e nem tão bom que me faça desistir de buscar algo que me torne feliz, verdadeiramente!

Enfim, hoje sou uma ex-trainee, cheia de histórias pra contar e com ainda mais vontade de crescer!


Como diria o rei RC, "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!"



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