23/12/2013

Nesse ano que passou

Escrito ao som de http://youtu.be/ba0wvyu5xuo

Este ano foi o ano de olhar para dentro, de perceber que perder a essência em função dos outros custa caro, mas custa muito mais perder-se ao tentar mudar apenas para agradar, ao contrário da mudança construtiva que faz com que se torne um ser humano melhor.
Foi nesse ano que conheci um dos maiores inimigos que uma pessoa pode ter, você mesmo. Quando deixa de crer em si, quando não sabe aceitar que erros podem ser cometidos, quando tropeça em anseios e nos próprios medos.
Em quase um ano a vida mudou completamente, de norte a sul das minhas batalhas, decidi tirar um tempo para me descobrir, para entender porque tomo determinadas decisões e de como reajo em outras.
Foi o ano que achei que não fosse suportar, porque pela primeira vez depois de muito tempo, permiti que a fraqueza chegasse perto para conhecê-la melhor. Isso é extremamente perigoso, a linha que separa a fraqueza da auto piedade é tão estreita que chega por vezes confundir. Não foi fácil, mas superei a mim mesma, não sem dor ou afinco, orgulhosamente consegui.
O bacana que nesse mesmo ano pude relembrar que a vida, essa bandida, sempre dá oportunidades para quem tem disposição para recomeçar. Que percebi o quão importante são as pessoas que me cercam, eu já sabia, mas passei a venerá-los, a tê-los como parte de mim mesma.
Pudera tanta angústia trazer descobertas e realizações? Como não.
Nesse ano descobri que amar não é sinônimo de ter alguém para sempre, depois me apaixonei em cada esquina, achei que nunca mais fosse capaz de fazer alguém se apaixonar por mim, mas me acalmei quando vi que tem a parte boa de ser sozinha.
Em 2013 comecei a trabalhar com roteiros, sonho de uma vida. Sempre quis, sempre busquei e agora estou aqui, colhendo frutos desse sonho.
Também fui convidada a fazer parte de uma Antologia, com escritores e poetas de alto nível, e eu, a presença inusitada na edição. =)
Um artigo foi publicado nos melhores trabalhos do ISAE/FGV.
Tive esse mesmo trabalho indicado para um congresso internacional, um dos mais importantes na área de Sustentabilidade do mundo.
Entrei na empresa que eu tanto queria, depois descobri que nada tinha a ver comigo.
Aprendi, aprendi, aprendi e reaprendi coisas que achava que sabia. O pior é saber que ainda não sei nada.
Conheci o Chile e a Bolívia, outra grande viagem que fiz.
Decidi abrir uma consultoria e me dedicar ao que amo.
28 anos depois da minha estreia nesse mundo, foi em 2013 que ela deu uma pausa, uma reviravolta, um cambalacho para seguir em frente, fiquei pobre de marré de si e curiosamente, descobri que o dinheiro traz preocupação e desgosto, mas fazer o que se ama e acredita compensa tudo isso.
Não há nenhuma mudança que seja tão dolorosa ou tão branda que não possa ser encarada. Olhar para dentro, bem fundo, pode ser uma das coisas mais difíceis e necessárias a serem feitas. O mais importante é não esquecer quem se é e jamais ter medo de brilhar ou perder a capacidade de sonhar.

Nesse ano conheci o poema da Marianne Williamson que também foi utilizado em um discurso do Nelson Mandela, esse por sua vez levou o crédito do texto, que foi usado no filme “Coach Carter: treino para a vida”. Esse poema retrata bem o que senti e o que, a duras penas conquistei, a vontade de nunca mais me apagar. Segue:

“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossa escuridão que mais nos amedronta.
Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso?
Na verdade, que é você para não ser?
Você é um filho do Universo (Deus)!
Bancar o pequeno não serve ao mundo.
Não há nada de iluminado em se encolher para que outras as pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória do Universo (Deus) que está dentro de nós.
Não é apenas em alguns de nós, está em todos.
E quando deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos permissão às outras pessoas para fazerem o mesmo.
Quando nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.”

~ Marianne Williamson


Não vivo com medo de morrer, mas de morrer sem ter vivido, sem ter sentido e sem ter lutado até o fim.

~Brunna Paese~

2013 deixará poucas saudades, mas será lembrado para sempre.



































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