24/11/2012

L de Leminisk L de Gênio

No museu do Olho em Curitiba a exposição sobre obra e vida de Paulo Leminski permanecerá até o dia 30 de Novembro. Para fãs e para os que gostam e apreciam poesia e literatura vale a pena conferir.
De lá saí com mais admiração e paixão pelo trabalho que Leminski realizou.
Conheci um pouco mais da construção e processo de estudos do poeta, escritor, crítico literário, tradutor, professor, publicitário, compositor e outras coisas mais que nasceu em 1944 em Curitiba no Paraná e faleceu no dia 7 de Junho de 1989.
Leminski era autodidata, estudou diversas línguas e música (aprendeu a tocar violão), sozinho, conhecia as palavras e sua escrita era como um experimento, compreensível e instigadora. Com sua morte deixou um legado para a humanidade.
Quanto mais conheço esse poeta, maior é a afinidade com sua alma.
Às vezes pergunto-me se é necessária a morte para reconhecermos um mente brilhante, uma obra inesquecível.

               
                               Ou apenas reflito se dessa forma conseguimos nos tornar imortais...

            Certo dia, disseram-me que esta música lembrava parte de mim, principalmente quando cita o amor, e de fato, identifico-me com a letra desta música que Paulo fez em parceria com Pedro Leminski e a banda, não menos fabulosa, Blindagem.
                   Hoje, não me identifico apenas com a letra, mas com a intensidade, a profundidade e a simplicidade deste poeta.


Oração de um Suicida

Blindagem

Vejo nos teus olhos tão profundo
as durezas que este mundo
te deu pra carregar
vejo também, que sentes que tem
amor, para dar
Perdi-me na vida
achei-me nos sonhos
a vida que levo
não é a que quero,
não quero mais nada
Quando a terra se acabar
você vai chorar não adianta mais
vendo esta terra não compensa
rezando na presença
de um gigante cogumelo
Teu retrato é poeira
luminosa, nebulosa
brilha tanto e ninguém vê
era um mundo tão bonito
caprichado de milagres
Deus gostava de florir







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