03/07/2012

Do alto a minha cidade chorei.

Hoje pela primeira vez fiz um voo comercial de Cascavel a São Paulo.
Por diversas vezes, quando criança, frequentei o aeroporto da cidade, hora para ver pousos e decolagens, ou para andar de monomotor com meu tio que é piloto.
Certa vez, fomos voar pela cidade, meu tio, meu avô, minha irmã e minha prima.
Foi eletrizante, fascinou e me trouxe uma sensação de liberdade e vontade de viajar o mundo, de voar para além do infinito.
Sem contar na emoção de ver a cidade de cima que logo foi substituída pela de vê-la de ponta cabeça devido a um looping.
Quantas crianças no mundo tem um tio piloto? Eu tinha dois!
Muitos de nossos sonhos surgem enquanto inocentes e  sonhadoras miniaturas de seres humanos, constroem-se com o tempo e possibilitam coisas incríveis, como essa minha vontade de viajar que foi desperta desde muito cedo.
Hoje do alto de minha cidade chorei, foi um choro contido, saudosistas, inocente.
Olhos que lacrimejaram de alegria por ver a tão pujante cidade maior, muito maior do que um dia foi.
De agradecimento por ter tido sonhos tão doces quando pequena.
Mas principalmente, mesmo já não tendo a pureza e inocência de uma criança, continuar sonhando e querendo sempre mais.


Agradecimentos: tio fuso.






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