17/01/2011

Coisas que passam... Ainda bem!

Começei 2011 acabando com o que me fazia mal, ou de alguma forma que exigia mudanças...


Foi assim com muitas coisas que me incomodavam



Certas coisas são difíceis de ser admitidas. Principalmente, quando fazemos escolhas erradas.

No meu caso, nesse específico caso, permiti que as coisas fossem dessa forma, e por isso, não posso reclamar.

Analisando friamente a minha vida amorosa, descobri que sempre fui muito amada e sempre amei muito também. Não há do que reclamar. Sempre fui muito feliz e, de certa forma, sempre estive envolvida em romances, lances e afins. O que fez da minha vida bem mais colorida.

Dentre indas e vindas, acabei me apaixonando e me entregando a uma pessoa, digamos assim, não tão merecedora dos meus afetos. Mas ter me envolvido com um cafa, não foi tão ruim também?!

É pois é, querendo ou não, viver coisas do tipo, permite que você aprenda e muito a se valorizar, a amar a si e fazer isso valer sempre.

E não é por mal, algumas pessoas são assim mesmo, inseguras, medrosas, surpeficiais. Não são de ninguém e de todo mundo ao mesmo tempo. E não acho que isso seja ruim, desde que saibam que é realmente isso que querem da vida, não enganem, nem façam promessas descabidas e sem embasamento.

O problema que todo mundo gosta de viver um romance, cedo ou tarde isso vai acontecer. Aquela vontadinha de ser feliz a dois, de se firmar na vida amorosa, de ser de uma só. Vai saber né?

Mas hoje, escrevo isso, porque sempre que escrevo, consigo afastar os males que me cercam, as dúvidas que carrego e o que me prende para poder continuar.

Sim, somos assim, ficamos remoendo e enquanto não superamos, andamos em círculos.

Escrever me ajuda a entender melhor as coisas, a dar razão aos meus pensamentos, a encontrar novos caminhos...

Ainda bem que as coisas passam e que continuo tendo coisas para escrever....

Vou continuar e seguir o que a terceira máxima da minha vida que diz: * Nunca deixar de se apaixonar....

A vida continua e os poemas também!



Pedaço Vazio

Amei e não nego,
Não vou mentir, nem me enganar.
Acabou e não foi por falta de tentativa,
Foi pelo excesso dela,
Pela falta de zêlo, ou apelo por um pouco mais de amor.

A vida tem disso,
A gente faz dessas coisas.
Se entrega, se apaixona e depois,
Bom, depois temos que nos desapegar.

Mas faz parte do jogo,
Essas indas e vindas,
O desencontro do amor
Que nunca deveria ter sido tratado como tal.

Não guardo rancor,
Nem trago no peito tristeza,
Quero vida nova agora,
Aquela liberdade que sempre me foi dada.

Fico apenas com as lembranças,
Boas, confesso, se assim não fosse,
Não escreveria esses versos,
Com tanta firmeza e emoção.

Devo partir agora,
Sem mais para contar,
Deixo contigo parte de mim
Um pedaço vazio, sem valor, que não preciso mais.

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