12/05/2013

Mãe


Mãe,

Não te amo por um dia,
Amo pela minha carne, pela minha alma e por tudo que sou.
Fecho meus olhos e recordo tanto seu sorriso, quanto os dias que com ofensas o tirei.
Era estupidez mãe, jamais pude perceber que ao tentar ser feliz, deixava-a preocupada.
Que meu egoísmo a feria, contrariá-la não me davam asas, ao contrário, apenas me afastava de você.
Não era para provar que suas teorias eram falhas, talvez eu até pensasse que fossem.
Era só para fazer do meu próprio jeito, conhecer o caminho por meus próprios desejos.
E sei que não eram pragas suas, mas sempre, todas as malditas vezes, você estava certa.
Perdoe-me por duvidar de suas palavras e seus pressentimentos, na hora certa os ouvi e continuo aqui.
Já que pode haver perdão, não esqueça que a vida me mostrou por caminhos tortuosos, que por mais que eu exigisse sua presença ou momentos melhores ou a sua atenção, você não estaria sempre presente.
Se estivesse, o que no fundo gostaria de dizer era o quanto a amo e sou grata por você ser a melhor de todas as melhores mães deste mundo.
Mãe!


Brunna Paese




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