O sucesso alheio é um assunto que incomoda, mas geralmente é ocultado para que socialmente não sejamos considerados invejosos.
Como nem todos são atores, alguns acabam deixando transparecer a inquietação por perceber que alguém é melhor, ou mais talentosos, ou nem isso e mesmo assim o sucesso é estrondoso.
Primeiro que sucesso é uma percepção relativa, mas considerando que público, engajamento e reconhecimento sejam uma boa forma de medir o trabalho de alguém, normalmente nos deparamos com uma análise negativa do sucesso alheio.
O eterno dilema de que somos felizes ou frustrados por comparação.
A pergunta por trás das emoções, mesmo que nunca possamos admitir tal questionamento, normalmente é: por que ele/a, que nem é tão bom assim quanto eu, está aonde eu gostaria de estar?
A resposta deveria ser: porque não soube fazer tão bem quanto ele/a fez. Seja por um relacionamento, uma divulgação assertiva, uma persistência ou uma superação ocultada pelo êxito.
No fundo, ninguém é capaz de perceber o trabalho ou a dedicação passada para que alguém chegasse aonde chegou. Isso deveria servir de motivação, uma inspiração para sermos melhores e buscarmos nosso espaço por nossos próprios méritos.
Parece sempre mais difícil lidar com pessoas melhores, ou com mais reconhecimentos que nós. Mas o brilho de algumas pessoas, por mais que incomode, é merecimento e exclusivamente reflexo de oportunidades e atitudes que elas tiveram.
Não deveria ser um peso ou um prestígio ser quem somos, não deveria refletir tanto incômodo a felicidade ou o brilho por ser bom naquilo que fazemos.
Tentamos sempre ter um pouco do que nos falta, mas não admitimos que julgamos os outros por nossas próprias capacidades.
O mundo não é muito maior do que a percepção da realidade que temos de nós mesmos.
Portanto, se você não está aonde gostaria de estar não culpe o mundo, uma boa saída é começar a repensar aonde você de fato merecia estar e depois correr atrás do ainda falta para chegar lá, afinal de contas o sucesso é contagiante, ou deveria ser.
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28/04/2013
Relatos...
Comecei a escrever para desabafar, minha infância tinha traços de sofrimento e escrever me fortalecia como mente e aliviava meu coração.
Depois fui crescendo e aprendendo a amar e gostar de escrever de infinitas formas.
A cada paixão e esquecimento o papel, as palavras em meu mundo iam se transformando em algo tão sólito que já não conseguiria mais viver sem.
Resolvi mostrar aos poucos o que escrevia, fosse por paixão ou por sofrer, fosse para me acalmar ou tirar o sentimento que fervilhava em meu peito.
Na fase mais turbulenta da minha vida, quase no final da adolescência até minha juventude, a melancolia contaminou meus textos. Eram pesados e cheios de mágoas e dúvidas.
Depois disso decidi não escrever quando estivesse a ponto de derramar meu sangue ao invés de tinta.
Transformei sentimentos em versos, relatei angústias e emoções e talvez não o tenha feito lindamente.
Talvez tenha ainda faltado um pouco de tempero, de ousadia.
Mas o tempo não é apenas um tormento, o presente não é a definição completa de quem viveu.
Na verdade, nem os textos, nem a plenitude de viver tem destino.
Hoje escrevo, publico, busco novos leitores, novas publicações, que você goste, que eu goste, que alguém veja e seja feliz.
Já não sei mais ser parte sem este mundo, não posso mais parar.
Talvez tenha ainda faltado um pouco de tempero, de ousadia.
Mas o tempo não é apenas um tormento, o presente não é a definição completa de quem viveu.
Na verdade, nem os textos, nem a plenitude de viver tem destino.
Hoje escrevo, publico, busco novos leitores, novas publicações, que você goste, que eu goste, que alguém veja e seja feliz.
Já não sei mais ser parte sem este mundo, não posso mais parar.
19/04/2013
Para alguém especial
Existe uma mulher nesta vida que me inspira e me molda como ser humano.
Gostaria de poder compartilhar com o mundo a imagem, a figura que ela me representa, talvez o faça um dia em algum personagem, algum poema inspirado ou quando contar aos meus filhos sobre esta mulher.
Foi quem me deu primeiro livro de poemas, era de Cecília Meirelles poetisa que me encantou.
Sempre muito sábia, o que mais me desperta, além de sua beleza admirável, é a serenidade que carrega no olhar - serenidade que muito provável eu nunca venha ter - o interesse pelo novo, pelo abstrato, mas principalmente pelo que possa preencher, sustentar a leveza e apreciar o que de mais belo possa existir, desbravar o mundo e suas minuciosas iguarias.
Dentre sua autenticidade, contempla o mistério e a solitude, por vezes uma solidão que me custa o entendimento, mas a completa e a torna única e mais do que especial.
A mulher que descrevo é minha segunda mãe, por batismo é minha madrinha e por destino uma conselheira.
Se há alguém que eu deseje felicidade plena e sabedoria infinita é para ela, uma formidável e batalhadora mulher que se não existisse deveria ser criada.
Como felicitações pelo seu dia, querida Dayse Schaefer Kuhn, deixo o poema que me inspirou a escrever...
Cecília Meireles
A grande mulher
Gostaria de poder compartilhar com o mundo a imagem, a figura que ela me representa, talvez o faça um dia em algum personagem, algum poema inspirado ou quando contar aos meus filhos sobre esta mulher.
Foi quem me deu primeiro livro de poemas, era de Cecília Meirelles poetisa que me encantou.
Sempre muito sábia, o que mais me desperta, além de sua beleza admirável, é a serenidade que carrega no olhar - serenidade que muito provável eu nunca venha ter - o interesse pelo novo, pelo abstrato, mas principalmente pelo que possa preencher, sustentar a leveza e apreciar o que de mais belo possa existir, desbravar o mundo e suas minuciosas iguarias.
Dentre sua autenticidade, contempla o mistério e a solitude, por vezes uma solidão que me custa o entendimento, mas a completa e a torna única e mais do que especial.
A mulher que descrevo é minha segunda mãe, por batismo é minha madrinha e por destino uma conselheira.
Se há alguém que eu deseje felicidade plena e sabedoria infinita é para ela, uma formidável e batalhadora mulher que se não existisse deveria ser criada.
Como felicitações pelo seu dia, querida Dayse Schaefer Kuhn, deixo o poema que me inspirou a escrever...
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
A grande mulher
03/04/2013
Podemos escolher...
Andei pensando, escrever talvez seja meu mundo velado do impossível.
Por aqui o bem prevalece, o justo e o correto soam bem, normal.
O que mais poderia querer além de me alimentar dele?
De fechar-me num mundo fantasioso como se nada pudesse impedi-lo de ser perfeito?
Mas não é assim que a estória é contada, não pelo lado da escuridão, nem repelindo ou excluindo o que não se consegue controlar.
A vida até se conta, se replica, só que quem a constrói são ações e pessoas.
Cada um que possa escrever uma outra história completando outra história, circundando outras vidas, sem fim.
Nunca foi fácil, nem agora, nem no tempo, nem nas mais belas estórias já contadas.
O que triunfa não é o mocinho que vence o vilão, tampouco o que observa a vida passar sem percebê-la, vence quem acredita que há dentro de si força, coragem e vontade de mudar, aquele que apesar de perceber as incertezas, acredita que pode e deve haver uma condição melhor e mesmo cansado persiste até o fim.
Por aqui o bem prevalece, o justo e o correto soam bem, normal.
O que mais poderia querer além de me alimentar dele?
De fechar-me num mundo fantasioso como se nada pudesse impedi-lo de ser perfeito?
Mas não é assim que a estória é contada, não pelo lado da escuridão, nem repelindo ou excluindo o que não se consegue controlar.
A vida até se conta, se replica, só que quem a constrói são ações e pessoas.
Cada um que possa escrever uma outra história completando outra história, circundando outras vidas, sem fim.
Nunca foi fácil, nem agora, nem no tempo, nem nas mais belas estórias já contadas.
O que triunfa não é o mocinho que vence o vilão, tampouco o que observa a vida passar sem percebê-la, vence quem acredita que há dentro de si força, coragem e vontade de mudar, aquele que apesar de perceber as incertezas, acredita que pode e deve haver uma condição melhor e mesmo cansado persiste até o fim.
Está em nossas mãos mudar o que nos incomoda, o que nos parece incerto. Vamos listar e gerir os problemas sem que eles nos consumam e nos façam desistir do melhor, não por alguém ou por uma posição, mas para que daqui um tempo possamos ter orgulho do que construímos, do que nos tornamos.
Afinal, podemos escolher o que queremos ser.
Afinal, podemos escolher o que queremos ser.
26/03/2013
Quando se vai...
No dia em que partiu, meu coração parou por segundos ou teriam sido minutos?
A bem da verdade é que pensei que ele nunca fosse voltar a bater.
Sair de repente, sem avisar, sem dizer adeus, transformou todas as lembranças em raridades.
O olhar que atravessava a parede de intenso, o medo que sentia do que estava por vir, a juventude que brandava tua alma, o sorriso que não me deixa esquecer.
Não é egoísmo por não te ter por perto, é só um leve desespero por imaginar uma vida inteira sem te ter aqui.
Por cada canto o vazio tomou conta, ficou gélido e escuro, o brilho partiu contigo.
A força que mantém meu coração batendo, sinceramente, muda a fonte a cada dia e parece uma roda gigante de emoções.
Há dias que a dor destrói por dentro, noutros o conforto de um novo talvez melhor do que este faz tudo parecer mais calmo.
Nesse passar do tempo o que realmente consola são as boas lembranças dos tempos que estivemos juntos.
Memórias que lutam contra esse mesmo tempo, que afastam o que de ruim existia e deixa apenas teu rosto puro, iluminado, carregado de amor dentro de cada parte do meu mundo.
Dentro do que ainda restou de um coração.
~ Brunna Paese ~
Para todos que já tiveram alguém que partiu sem dizer adeus...
12/12/2012
Coisas da Índia
Gateway em Mumbai
Red Fort - Mumbai
Tuc Tuc (RickShaw)
Dia da Vaca sagrada - Amritapuri P.O., Kollam District - Kerala
Quer saber mais dessa viagem incrível? Aguarde o próximo livro. Uma estória que vai contar um pouco do que vi, vivi e imaginei nessa terra tão distante.
11/12/2012
Um pedaço que se vai.
Mais uma vez, chegou a hora de partir.
Morei em Curitiba durante 3 anos, tempo suficiente para conhecer a cidade e perceber que apesar da gratidão e dos momentos felizes que vivi por aqui, ela não é para mim.
Acredito que todos podem ser felizes e viverem bem em qualquer lugar, mas algumas cidades, alguns cantinhos são muito mais nossos do que qualquer outro lugar do mundo.
Sou alegre, espontânea, viva, gosto do colorido, do verdadeiro, do transparente e isso é raro de encontrar por aqui.
Por essas e outras razões decidi, quase um ano e meio atrás, me mudar e buscar um lugar mais meu. Pensei em São Paulo, tentei e não consegui. Foi então que surgiu uma oportunidade no Rio de Janeiro, quase nem acreditei, para os que não sabem, morar no Rio é um grande sonho meu.
De quebra vou empreender em uma empresa de Inovação e Sustentabilidade, coisas que me acompanharam durante a vida e das quais sempre quis trabalhar. UAU!
Não achei que esse dia chegaria, mas chegou.
Espero que o Rio me traga desenvolvimento quanto a escrita, que me abra portas para o sucesso profissional e que me traga uma identidade que não senti por aqui.
Mas não parto sem tristeza, apesar da desconformidade com Curitiba irei sentir falta da organização, do pensamento em sustentabilidade (um pouco mais que as demais, entretanto longe do ideal), das ruas floridas, dos cantinhos charmosos, das amizades que fiz por aqui.
O engraçado é que sempre há algo novo para ser descoberto pelas ruas de Curitiba. Ruas floridas, um barzinho novo, um olhar diferente sobre as mesmas paisagens. Sentirei saudades!
Acontece que vivo de tentativas e erros, vou atrás dos meus sonhos. Posso até chegar ao final de minha vida e me arrepender das escolhas que fiz, mas jamais poderei dizer que não corri atrás do que sempre quis.
Essa sou eu, esse é meu clube!
Sobre Curitiba:
* Depois de conhecer a Europa e o Brasil tenho absoluta certeza, Curitiba é bem mais próxima de cidades europeias do que cidades brasileiras;
* O bosque do Papa é meu lugar turístico predileto;
* Barigui é menor que o Lago Municipal de Cascavel mas tem menos capivaras;
* Movimentos culturais estão se fortalecendo;
* A feirinha do largo da ordem é uma tentação;
* Turista que não vai ao "Bar do Alemão" não terá conhecido a cidade e suas particularidades;
* Melhor bar: Cana Benta;
* Melhor balada: Aos Democratas;
* Melhor casa de shows: Cross;
* Melhor comida japonesa: Tatibana;
* Melhor shopping: Muller;
* Melhor churrascaria: Jardins;
* Meu cantinho preferido: Rua Schiler.
Obs.: São meus gostos, portanto não é para ser debatido apenas relatado.
Coisas que não fiz e gostaria de ter feito:
* Não conheci TODOS os bares da cidade;
* Não fiz o passeio de trem até Antonina/Morretes;
* Não vi o coral do HSBC;
Mitos e verdades:
* Curitibano não fala com estranhos - Verdade - Até taxista tem dificuldade para um papo ~desinteressado~
* Curitibano é educado - Mentira - Curitibano não é mal educado, mas ser educado é outra coisa.
* Curitiba é a Europa brasileira - Verdade - Tem até cheiro de cidade de lá.
* Homens se acham na balada - Verdade - Só depois das 3 horas da manhã e muito álcool eles tornam-se mais ~humildes~
* Transporte público funciona - Meia Verdade - Já foi extremamente eficiente, porém com o crescimento da cidade já tornou-se aquém do que promete, mas atende bem as necessidades.
* Curitiba é perigosa - Verdade - Cada dia mais vejo meus amigos sofrendo com algum tipo de violência.
Você concorda? Discorda? Comente!
Agora me vou, deixando um pedaço da minha história, de uma carinhosa fase da minha vida que lembrarei eternamente.
Morei em Curitiba durante 3 anos, tempo suficiente para conhecer a cidade e perceber que apesar da gratidão e dos momentos felizes que vivi por aqui, ela não é para mim.
Acredito que todos podem ser felizes e viverem bem em qualquer lugar, mas algumas cidades, alguns cantinhos são muito mais nossos do que qualquer outro lugar do mundo.
Sou alegre, espontânea, viva, gosto do colorido, do verdadeiro, do transparente e isso é raro de encontrar por aqui.
Por essas e outras razões decidi, quase um ano e meio atrás, me mudar e buscar um lugar mais meu. Pensei em São Paulo, tentei e não consegui. Foi então que surgiu uma oportunidade no Rio de Janeiro, quase nem acreditei, para os que não sabem, morar no Rio é um grande sonho meu.
De quebra vou empreender em uma empresa de Inovação e Sustentabilidade, coisas que me acompanharam durante a vida e das quais sempre quis trabalhar. UAU!
Não achei que esse dia chegaria, mas chegou.
Espero que o Rio me traga desenvolvimento quanto a escrita, que me abra portas para o sucesso profissional e que me traga uma identidade que não senti por aqui.
Mas não parto sem tristeza, apesar da desconformidade com Curitiba irei sentir falta da organização, do pensamento em sustentabilidade (um pouco mais que as demais, entretanto longe do ideal), das ruas floridas, dos cantinhos charmosos, das amizades que fiz por aqui.
O engraçado é que sempre há algo novo para ser descoberto pelas ruas de Curitiba. Ruas floridas, um barzinho novo, um olhar diferente sobre as mesmas paisagens. Sentirei saudades!
Acontece que vivo de tentativas e erros, vou atrás dos meus sonhos. Posso até chegar ao final de minha vida e me arrepender das escolhas que fiz, mas jamais poderei dizer que não corri atrás do que sempre quis.
Essa sou eu, esse é meu clube!
Sobre Curitiba:
* Depois de conhecer a Europa e o Brasil tenho absoluta certeza, Curitiba é bem mais próxima de cidades europeias do que cidades brasileiras;
* O bosque do Papa é meu lugar turístico predileto;
* Barigui é menor que o Lago Municipal de Cascavel mas tem menos capivaras;
* Movimentos culturais estão se fortalecendo;
* A feirinha do largo da ordem é uma tentação;
* Turista que não vai ao "Bar do Alemão" não terá conhecido a cidade e suas particularidades;
* Melhor bar: Cana Benta;
* Melhor balada: Aos Democratas;
* Melhor casa de shows: Cross;
* Melhor comida japonesa: Tatibana;
* Melhor shopping: Muller;
* Melhor churrascaria: Jardins;
* Meu cantinho preferido: Rua Schiler.
Obs.: São meus gostos, portanto não é para ser debatido apenas relatado.
Coisas que não fiz e gostaria de ter feito:
* Não conheci TODOS os bares da cidade;
* Não fiz o passeio de trem até Antonina/Morretes;
* Não vi o coral do HSBC;
Mitos e verdades:
* Curitibano não fala com estranhos - Verdade - Até taxista tem dificuldade para um papo ~desinteressado~
* Curitibano é educado - Mentira - Curitibano não é mal educado, mas ser educado é outra coisa.
* Curitiba é a Europa brasileira - Verdade - Tem até cheiro de cidade de lá.
* Homens se acham na balada - Verdade - Só depois das 3 horas da manhã e muito álcool eles tornam-se mais ~humildes~
* Transporte público funciona - Meia Verdade - Já foi extremamente eficiente, porém com o crescimento da cidade já tornou-se aquém do que promete, mas atende bem as necessidades.
* Curitiba é perigosa - Verdade - Cada dia mais vejo meus amigos sofrendo com algum tipo de violência.
Você concorda? Discorda? Comente!
Agora me vou, deixando um pedaço da minha história, de uma carinhosa fase da minha vida que lembrarei eternamente.
Um segundo é tudo que preciso para lembrar-me de ti.
25/09/2012
Locus de controle, já ouviu falar?
Abro espaço da "poemização" para
falar de um assunto que me prende a atenção por diversos motivos.
Locus de controle foi introduzido na minha vida
por meio empresarial. Talvez, pelo ambiente organizacional ser dotado de
estudos e sínteses sobre o comportamento humano, ou por simplesmente acreditar
no conceito e aplicação do termo.
Mas o que é Locus de controle?
De uma maneira sucinta, Locus
de controle é a reação que o indivíduo tem quando exposto a um determinado
evento.
Este conceito veio ao mundo pela primeira vez em meados dos anos
50 e publicado em 1966 por Julian Rotter, através do artigo "Psychological
Monographs", que avalia a percepção das pessoas relacionada ao sucesso
ou fracasso que os acercam.
Existem duas concepções de Locus
de controle, o interno e o externo. São considerados de locus interno os que assumem o controle e responsabilidades das
escolhas e ações de suas vidas. Já os de locus
externo atribuem os eventos e consequências a aspectos externos como sorte, outras
pessoas, destino, influências religiosas, entre outros.
É de conhecimento que o posicionamento pode variar de acordo com a
situação, mas de um modo geral quando há a postura ou a ciência de como deve-se
reagir a um determinado evento, a tendência é a de que o locus interno prevaleça.
Existem pesquisas que apontam que boa parte dos líderes
empresariais possuem um locus de
controle interno, acreditando que detém os instrumentos necessários para
moldarem o destino através de suas próprias competências e esforços.
O que
impressiona neste tema é que na maioria das pesquisas levantadas em torno do
assunto, a população estudada apresenta um baixo percentual de personalidade
com controle de locus interno. Muitos
estudiosos acreditam que esta influência deriva da cultura, crenças e valores impregnados
desde a infância.
É possível observar o comportamento,
por exemplo, no resultado de um processo seletivo. Ao receber a notícia de que
não foi aprovado, a reação que o candidato pode ter é a de dizer que, não era
hora, que o entrevistador não gostou da cara dele, que Deus não quis, que algo
melhor o espera e assim por diante, tendo uma postura muitas vezes de vítima da
situação. Quantos realmente fazem uma análise sobre os pontos assertivos e os
erros cometidos no processo?
Esses comportamentos permeiam as nossas
vidas e refletem diretamente em como encaramos a realidade e como nos adaptamos
as diversas situações apresentadas no cotidiano.
Costumo dizer que a vida não é medida
pelos eventos que nos acometem, mas pela maneira que reagimos a eles. Sim,
haverão infortúnios, situações complicadas, problemas. Mas o grande ponto que
me questiono é, como se deve reagir a eles?
Para alcançar o sucesso é preciso criar
oportunidades, ter resiliência diante de uma frustração, saber que a vida pode
ser cruel, mas quem vai definir aonde quer chegar é você. Nesse aspecto assumir
as responsabilidades e controle das ações e reações pode ser crucial.
Quer
saber qual é o seu locus?
Teste de controle
Fontes e mais sobre o tema:
http://www.duomoeducacao.com.br/Artigos/locus-de-controle.htmlhttp://en.wikipedia.org/wiki/Locus_of_control











